segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Gostei mesmo dessa idéia...
domingo, 6 de janeiro de 2008
AS DEZ COISAS QUE QUERO REALIZAR...
Hoje, enquanto fazíamos nossa habitual caminhada, minha amiga contava sobre a sua participação em um blog (de uma outra amiga dela) na seguinte enquete: 'as dez coisas que gostaria de realizar antes de morrer'. Divagamos um pouco sobre o tema que ia e voltava na nossa pauta dominical;
Fiquei muito empolgada que cheguei a repassar a proposta para algumas pessoas e também eu comecei a exercitar sobre o assunto, assim, a minha primeira lista vou divulgar aqui. Parece fácil, mas não é. As prioridades brincam de esconde-esconde e as futilidades ficam bailando na nossa frente...Demanda um tempo pra fazer essa eleição, íntima e pessoal.
Não sei... se me conheço bem, essa lista poderá ser alterada, mas inicialmente ficou assim:
As dez coisas que eu gostaria de realizar, antes de morrer, não necessariamente nessa ordem:
Ir à Portugal (ouvir fado, comer muito bacalhau e tomar muito vinho, preferencialmente de mãos dadas:P)
Conhecer uma biblioteca de Coimbra - (esse pode estar dentro do primeiro desejo).... ;)
Aprender a tocar violão - mas nem comecei ainda :(
Morar onde tenha nascente com água corrente, terra e flores (falta-me a água corrente);
Terminar a minha casa (faltam tantas cositas):
Fazer o mestrado (!!??) será??
Aposentar-me e ter mais tempo pra mim, para os filhos, para o ócio...(faltam alguns aninhos);
Ler todos os livros do Saramago;
Desacelerar o ritmo, formar novos hábitos de sustentabilidade e valorizar mais o 'ser';
Acompanhar o crescimento e desenvolvimento dos meus filhos, em todos os aspectos;
Manter a lucidez, boa memória, o bom humor, a atenção, a simpatia e o interesse pelo 'outro';
e...um adicional: apagar as velinhas de 99 anos!!
No fundo, o que eu quero mesmo é não ter listas de coisas a cumprir!!!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Um pé lá, outro cá.
De branco, sem grinalda
Num sábado à tarde, cabia chapéu
Flores, família, arroz, emoção
Orquestra e tudo (Fascinação)
Por vezes, tenho saudade de lá quando estou aqui
Noutras, ia querer estar aqui, se ainda estivesse lá
Vai entender.
Porque toda definição só pode ser provisória...
Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?
Ferreira Gullar musicado por Fagner
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Na hora da virada...
Na virada do ano, além das luzes, também a queima de fogos tem tido uma adesão maior por parte dos moradores do 'nosso bairro'; reservadas as proporções, tem sido um exuberante espetáculo pirotécnico que não deixa a dever às grandes exibições na televisão (estas, por serem vistas através da 'telinha', restringem alguns sentidos).
Ainda que em menor escala, mesmo assim foi muito emocionante e trouxe 'magia' àquele momento.
Apostando no evento, as pessoas sairam à rua em grandes blocos, trazendo taças e champagne, vestidos ou não com as tradicionais roupas brancas, todos com o propósito de viver aquele instante efêmero e inusitado.
A cada nova explosão que pipocava no céu, provocava exclamações espontâneas das mais diversas: Ai, que lindo!! Olha aquele ali! Olha!! Nossa!!! Que maravilha!! -dito aos sussurros por alguns enquanto outros apenas silenciavam, para interferir o menos possível na fantasia.
Da idéia inicial das antigas tradições orientais que 'fazer barulho afugenta os maus espíritos', evoluímos dos simples rojões para os fogos de artifício, menos barulhentos e mais elaborados, com os efeitos ampliados.
O bem estar que é mobilizado, as antigas mágoas que são superadas, o povoar a mente com novas imagens que são capturadas, cada um à sua maneira, de seu ângulo e do seu ponto de vista, nunca iguais, irrepetíveis, assim como deve ser cada novo dia, é de uma emoção indefinível.
Enquanto as surpreendentes estrelinhas explodem em forma de coqueiros, tulipas, anéis ou bolas, que tão rapidamente quanto vem, bailam e se exibem, se apagam; invadem com sons e cores o lugar-comum até então ocupado pelos pensamentos racionais como as promessas de mudanças, a retrospectiva do ano que passou, as expectativas do vir-a-ser político-econômico-ambiental para o ano novo; elas tecem nova geografia de relevos surreais, e aí, sim, permanecem acesas nas memórias, rubricam os sonhos de infância sob os olhares lúdicos, igualando a todos, adultos e crianças.
Colocar diante dos olhos das pessoas tantas luzes, tantas cores, provocar sentimentos ainda que fugidios, que mesmo difíceis de traduzir dêem lugar às obscuridades vividas no ciclo dos 365 dias que, empíricamente estava se encerrando, penso que possa ser mais uma idéia a agregar-se àquela inicial de se comemorar a vinda do novo ano com muito barulho.